sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Curso gratuito foca História da Arte



Começa nesta segunda-feira, às 19h, o curso Retratos História da Arte, ministrado pela professora mestre Daniela Viana Leal, no prédio da UFTM, em frente ao Hospital de Clínicas. Quem não conseguiu fazer a inscrição no site, pode tentar se inscrever no local, caso ainda existam vagas. O curso é gratuito.

Trata-se de um dos Cursos de Inverno, na modalidade de Extensão, destinados aos estudantes de graduação da UFTM, do Centro de Educação Profissional - Cefores, do 3º ano do Ensino Médio de escolas conveniadas com a Universidade no Pibid e aos alunos da UATI- Universidade Aberta da Terceira Idade da UFTM. Daniela acrescenta que este, em especial, é aberto a todos que se interessam pela história da arte.



quinta-feira, 31 de julho de 2014

Paleoartista uberabense é convidado para documentário

Rodolfo Nogueira já fez trabalhos para Alemanha, Estados Unidos, Portugal e Espanha

Realizar sonhos é possível! A frase é do paleoartista uberabense Rodolfo Nogueira, 27 anos, que ganhou destaque com matéria publicada pela Folha de S. Paulo, na semana passada, e gentilmente me concedeu entrevista nesta terça-feira, 29, que você confere aqui. Ao ler a reportagem da Folha me encantei de cara e quando vi que tratava-se de um conterrâneo nosso, é claro, me entusiasmei ainda mais. Como o amor pelo que a gente faz transborda e atrai conquistas, realizações e, sobretudo, reconhecimento! Rodolfo adora ficção científica, autoajuda, livos espíritas, esotéricos e, claro, de paleontologia. Não vou me estender. Leia e conheça este jovem que faz a diferença!







"O processo de construção digital é muito semelhante ao processo de uma escultura real. Mais importante que a técnica ou o material, no caso da paleoarte, é o critério científico"















"Já sonhei sim em participar de uma superprodução cinematográfica como um Jurassic Park” 








Como surgiu seu interesse por animais que viveram por aqui há mais de 65 milhões de anos? Você frequentava Peirópolis?
Creio que meu interesse surgiu quando criança por causa dos filmes e certamente de Peirópolis. Lembro-me do dia que assisti ao Parque dos Dinossauros em 1993, neste mesmo ano fui ao Museu dos Dinossauros também. Quando um pouco mais velho, as professoras e coordenadoras da Escola Municipal Urbana Frei Eugênio me deixavam sair da escola mais cedo com alguns amigos para pegarmos o ônibus 12:30 para Peirópolis. Cheguei a passar madrugadas pensando em fazer todos os dinossauros brasileiros para o Museu dos Dinossauros.

Não há formação técnica na área no Brasil, de que forma você conseguiu mecanismos autodidatas para se transformar em um paleoartista?
Não há formação em nenhuma parte do mundo para a paleoarte que pode ser definida como a arte de representar animais extintos com fins informativos e didáticos. O que há são algumas disciplinas de cursos de pós-graduação em ilustração científica no exterior. Durante a graduação em Desenho Industrial pela Unesp-Bauru, desenvolvi uma metodologia para reconstruir animais extintos, à qual chamei de Paleodesign que seria a aplicação dos conceitos e métodos do design, juntamente aos suportes e técnicas artísticas ao estudo da paleontologia. Cursei disciplinas do curso de Ciências Biológicas, dissequei animais e estudei bastante sobre anatomia e paleontologia junto a um professor de paleontologia do curso de Ciências Biológicas, o Dr. Renato Ghilardi. Sob sua orientação transformei a pesquisa em iniciação científica e depois em artigos e monografia.


Que sensação você tem ao ser chamado pela Folha de S.Paulo, de o jovem que "dá vida" a animais pré-históricos?
Fico lisonjeado com o exagero da expressão. Rs!

Muitos acreditam que seu trabalho se restringe ao universo digital, mas a reconstrução você faz também por meio de esculturas. Que materiais você utiliza? Que formação é preciso pra conseguir dar forma a esses animais?
Às vezes trabalho com esculturas reais e outras vezes apenas digitalmente. Vejo o trabalho todo como a mesma coisa apenas usando ferramentas diferentes. O processo de construção digital é muito semelhante ao processo de uma escultura real. Mais importante que a técnica ou o material, no caso da paleoarte, é o critério científico. Quanto maior a quantidade de informações melhor será a reconstrução tanto digital quanto real. Para esculturas físicas uso resinas, espumas, tinta, isopor e massas de modelar como epóxi. No ambiente virtual utilizo softwares de escultura digital, modelagem 3D e animação e ilustração digital. Não é necessária nenhuma formação, existem paleoartistas que estudaram artes plásticas, outros biologia, publicidade ou até odontologia. O que é necessário é um aprofundado estudo de paleontologia, anatomia e ecologia, além de certa habilidade artística ou interesse para praticar.

O que levou você a se especializar? O que você estudava em Uberaba, antes de se mudar?
Na verdade sou de Uberaba, fiz graduação em Bauru e voltei para Uberaba, onde moro atualmente. O que verdadeiramente me levou à paleoarte foi uma vontade lá dentro de causar o maravilhoso em outras pessoas, principalmente crianças, inspirá-las a investigar esse mundo com um pensamento lógico assim como caras como Steven Spielberg, Carl Sagan e Isaac Asimov fizeram comigo quando eu era criança.


Como é ser um jovem com talento reconhecido em nível internacional?
É realmente muito gratificante. Causa-me um alívio também por ser um indicativo de que sonhar e se empenhar por algo que gostamos realmente vale a pena. Não é uma história romântica de um filme de superação, é real e não é preciso muito além de ousadia e persistência.




Você tem colecionado prêmios no Brasil e no exterior. Você já pensou que pode ter sua arte de repente em uma superprodução cinematográfica? Você já foi convidado para trabalhar no exterior?
Os prêmios são muito positivos para divulgação e reconhecimento. Recebi prêmios das mãos dos artistas que criaram o nome paleoarte, que fizeram escola e história, é realmente muita honra. Já fiz alguns trabalhos para Alemanha, Estados Unidos, Portugal e Espanha. Fui convidado para cursar um doutorado em Portugal, mas ainda penso em realizar alguns projetos antes de me dedicar a um doutoramento. Já sonhei sim em participar de uma superprodução cinematográfica como um “Jurassic Park” ou um “Caminhando com Dinossauros”, talvez um dia eu me aprimore o bastante para tal. Rsrs! Estou participando de um documentário e para mim já é uma baita realização.


Você pode adiantar algo sobre o documentário?
Posso dizer que é um documentário sobre a formação geológica do Brasil.

Quem são seus pais?
Meu pai é Melânio Soares Ribeiro Neto e é engenheiro em Brasília. Minha mãe é Miriam Isabel Nogueira, mora aqui em Uberaba e tem um salão de beleza. Fui criado ainda na companhia de minha tia, Vânia Nogueira, que é certamente minha segunda mãe e me ajudou com os primeiros passos artísticos, já que ela é artista plástica e ainda com minha avó Odete Lemes Nogueira, uma personalidade que me ensinou bastante sobre determinação, foco e honestidade.

Como eles se sentem com o reconhecimento ao seu trabalho?
Parecem muito orgulhosos e felizes. Apesar de terem sempre torcido por mim, no começo ficaram com medo de eu não conseguir meu sustento, já que é uma profissão muito nova e diferente. Meu pai queria que eu prestasse um concurso público e me parece que ele achava que fazer só o que gosta era infantilidade. rs! Hoje creio que estão bem tranquilos e mais crentes que realizar sonhos é possível.

Você fez faculdade fora porque Uberaba não ofertava o que queria?
Passei em vestibulares de faculdades aqui na região, mas preferi o curso de Desenho Industrial e as matérias da Unesp.

O que você faz nas suas horas livres?
Não tenho muitas horas livres, mas sempre que posso vou ao cinema, encontro meus amigos, família e viajo para ver minha namorada.

Gosta de literatura? Claro, não? rsrs Mas pode citar o livro que mais te marcou, o que você está lendo no momento; que tipo de música você curte?
Gosto bastante de ler, apesar de não ter lido muito nos últimos tempos. Adoro ficção científica, autoajuda, livros espíritas, esotéricos e, claro, de paleontologia. Estou lendo nesse momento "20 Mil Léguas Submarinas". Um dos livros de que mais gostei de ler é "A descronização de Sam Magruder", de George Gaylord Simpson. Sobre músicas, MPB, Pop, New Age, Clássica, Trilha Sonora, etc, é o que mais escuto enquanto desenho. Ouço muitos audiolivros e palestras e cursos enquanto trabalho.


Futebol? Política?
Gostava de jogar futebol na rua com meus amigos quando criança, mas o que vemos na TV, não tenho paciência. Acho que não é mais por amor, é uma indústria de distração da população. O mesmo sobre política. Não consigo distinguir sobre o que é real ou manipulação sobre as massas, então procuro ver de uma perspectiva mais ampla e ter paciência até que fiquemos todos nós mais conscientes, acordados para evoluirmos como nação e espécie.




Você mantém muitos amigos aqui? Em que espaço você produz? Quais são seus planos?
Tenho criado laços de amizade por muitos lugares, o que acaba me trazendo muitas oportunidades de realizações e parcerias. Por aqui tenho vários amigos de infância que faço o máximo para manter na minha rotina e muitos até cedem sua criatividade e habilidades para me ajudar no trabalho. Tenho um oficina/estúdio que chamo de "Oficina Pré-Histórica", no fundo da minha casa. Às vezes vou a São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades para eventos e reuniões, mas envio quase tudo pela internet e Correios. Para o futuro penso em otimizar cada vez mais meu trabalho, agregar mais pessoas e criar novas técnicas e formas de ensinar e divulgar ciências. Estou sempre tentando colocar na realidade os sonhos que tive quando criança e quando uma realização chega, já estou sonhando outra dezena. Rs!



quarta-feira, 30 de julho de 2014

Paulo e Filipe lançam CD nesta quinta







A dupla de Uberaba, Paulo e Filipe,  uma das preferidas para abertura de shows de sertanejos consagradas do cenário nacional, como Jorge & Mateus, Maria Cecília & Rodolfo e Guilherme & Santiago, lançará o primeiro CD na noite desta quinta-feira, 31, no Villa 10.  Este blog foi um dos primeiros a apostar no talento desses garotos ainda, mas com maturidade bacana pra administrar uma carreira já cheia de sucesso.
Paulo Mangucci e Filipe Oliveira Barbosa têm chamado a atenção dos aficionados por baladas boas.  As apresentações deles atraem sempre público expressivo, especialmente os jovens antenados com o que há de melhor no universo sertanejo universitário. Nos shows eles interpretam repertório recheado dos principais hits do estilo e também do apaixonante arrocha.
A noite de lançamento contará com apresentação especial da talentosa banda de pop rock de Uberaba, B4. Não dá pra perder!

Lançamento do CD da dupla Paulo e Filipe
31 de julho de 2014 – Villa 10
O evento começa às 20h com a banda B4
e, em seguida, às 22h,  Paulo e Filipe
Mais informações:
(34) 9135-8814
(34) 8842-1701
(34) 8406-6547